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segunda-feira, 15 de março de 2010

Review: Dante's Inferno (PSP)

Review: Dante's Inferno (2010, PlayStation Portable)

Provavelmente um dos jogos que conseguiu elevar o nivel da publicidade nos games a um nível superior, o hype do game foi tanto que a propaganda que traria o sucesso poderia ser um tiro no pé. Isso porque logo nos primeiros, trailers de gameplay o jogo se mostrava semelhante ao já consagrado God of War, tanto nos gráficos como na jogabilidade. Após muita critica por parte dos fãs da série god of war (os sonystas) e euforia para os donos de 360 o jogo foi lançado sem nenhuma alteração do que foi mostrado nos trailers mesmo após toda a critica comparativa, o que arrisca imensuravelmente a credibilidade dos produtores, pois caso o jogo fosse bom todos iriam comparar e dizer que só fez foi bom pois copiou um jogo de sucesso, e caso o contrario, se o jogo fosse ruim os fãs iriam dizer que os produtores não tiveram nem capacidade de copiar outro jogo descentemente.

Para maior surpreesa o jogo foi lançado para o portatil da sony um mes após o lançamento das versões do PS3 e X360, mesmo apos não conseguir manter o hype que tinha criado e ter notas relativamente baixas em sites especializados, a versão de PSP é um port das versões de 360 e PS3 onde apenas os graficos in game foram reduzidos, e alguns poucos mini games (não tão úteis)foram retirados, surpreendentemente as CG's continuaram com os mesmos gráficos das versões originais o que é realmente fantástico pois as cg's do jogo são extremamente bem feitas! O audio do jogo também consegue cumprir com méritos o seu papel, ao longo de sua jornada dentro do inferno você pode ouvir vários gemidos de sofrimento e gritos profanando palavras que qualquer pastor se assustaria!

Alem destas vozes tenebrosas você ainda tem a presença de um "guia" que muito bem dublado te descreve as varias partes onde você percorre no inferno, como era de se esperar a voz de Dante segue o mesmo tom da dublagem de Kratos onde praticamente todas as suas falas são em tom ameaçador com muita ignorância

Junto com a ótima parte gráfica estão os cenários avassaladores, que compõe o inferno, muito fogo,corpos pedindo ajuda e dezenas de salas de tortura que fariam JIGSAW ficar orgulhoso! O design dos inimigos se mantêm a altura com humanos deformados, monstros encontrados em contos bíblicos e muito mais (não que a quantidade de inimigos seja absurda, mas ja são suficientes) é difícil jogar e não ficar chocado com a forma em que introduziram bebês como inimigos.

A jogabilidade do jogo é idêntica a jogabilidade de god of war, tanto na parte da movimentação (como pulos, agarrões, e dashs) como na parte da ação (matar os inimigos. quick time events e a grande variedade de combos que a serie traz), talvez a única parte que se diferencia de "God of War" neste quesito é a quantidade reduzida de armas contidas no jogo, enquanto nos jogos da série God of War o numero médio de armas é de quatro, em Dante's Inferno esta quantidade é reduzida em duas. Uma é a uma foice (capturada através do seu primeiro "boss" no jogo) e uma cruz que funciona como se fosse uma arma de longa distancia (sem contar sua alabarda ao qual você começa o jogo e utiliza somente nos primeiros inimigos) tanto a foice como a cruz tem uma variação extensa de combos que podem ser alterados através de upgrades muito bem inseridos ao mesmo estilo de god of war (igual as red orbs que foram alteradas para white orbs mas que continuam sendo obtidas através de inimigos derrotados e objetos quebráveis pelo cenário sem contar as fontes que geram uma quantidade maior de orbs) a grande diferença do sistema de upgrades é realizada por uma divisão entre skills boas (holy) que adicionam mais poderes a sua "cruz" e as skills más (dark) que modificam o poder da sua foice, alem de poder maximizar o poder de suas armas através de orbs você pode aumentar o poder de suas armas com um sistema brilhante de upgrades de lv de sua bondade ou maldade ao matar ou agarrar um inimigo você tem a opção de punir (que aumenta o lv da foice) ou "perdoar" o que aumenta o nível da sua cruz, sem duvida um dos sistemas mais funcionais e divertidos de todos os jogos do gênero.

Para se destacar mais ainda da série original ao qual o jogo foi inspirada sem deixar cair na mesmice o jogo traz um enredo inovador, onde Dante (você) é um guerreiro da época das cruzadas chega em casa apos algumas batalhas em nome de deus e vê sua mulher morta, o problema não esta sómente ai, o problema é que lucifer apareçe na sua frente e puni a alma de sua amada pelos pecados que VOCE cometeu durante a guerra (pra quem ainda não sabe o jogo nos tras a trama do primeira parte da obra literária "A Divina Comédia"), Dante então junta sua honra e nobreza de cavaleiro e vai ao resgate da alma de sua amada no inferno! Outro ponto alem do enredo e personagens que se destacam bastante de god of war são os pluzzes do jogo, o jogo contem centenas de pluzzes que envolvem muito raciocínio e atenção, o que pode ser um pouco frustrante na opinião de muitos mas o que deicha o jogo bem mais complexo e adiciona mais algumas horas ao gameplay total (que esta um pouco curto, cerca de 6 a 9 horas dependendo da capacidade de cada jogador desvendar os pluzzes e abater alguns mestres).

Como não poderia faltar, o jogo também traz alguns "hiddens" como os pecadores espalhados aleatoriamente pelo mapa (onde você é introduzido ao pecado cometido por ele e tem a opção de o perdoar ou punir) e as Judas Coins (que alem de te dar um bonus nas white orbs aparece como um collectable ao longo do game, são 30 no total, um objetivo a mais para os colecionadores de archievements ou para aqueles que gostam de concluir um jogo 100%)

Dante's Inferno sem duvida é um dos ótimos lançamentos de 2010 e mesmo com as comparações ao God of War consegue manter um nível muito bom de qualidade mostrando que jogos tambem podem ser baseados em grandes obras literárias nos proporcionando alem da diversão um nível a mais de conhecimento!


Avaliação:
Gráficos: 8
Jogabilidade: 9
Som: 10
Diversão: 8
Replay: 7,5
Enredo: 10
-
Nota final: 8,5
-
Comentário final: Provavelmente um dos jogos que vão entrar no top 10 de psp de muita gente.

Pontos fortes: Enredo muito bom, engine de god of war (mesmo copiada) muito bem utilizada.

Pontos fracos: Os pluzzes muitas vezes podem ser complicados de mais e apareçendo em grande quantidade interrompem a fluidez do jogo.


Video:

segunda-feira, 1 de março de 2010

Review: God of War: Chains of Olympus (PSP)

Review: God of War: Chains of Olympus (2008, PlayStation Portable)

Um dos maiores caçaniquel que a sony conseguiu produzir esta de volta com uma aventura inédita para o nosso querido e super desvalorizado portátil, alem de que, mesmo sendo um ótimo console com dezenas de ótimos títulos, boa parte dos donos só pensam em comprar o console praticamente por dois jogos: PES20XX e o nosso querido e overrated God of War: Chain of Olympus.

O enredo do jogo não deixa a desejar como já é de prol nos outros títulos, nesta aventura você encarna mais uma vez em nosso anti-heroi preferido só que ao invés de procurar apenas brutalidade, sangue e vingança, neste jogo você sai a procura de sua filha que se perde entre o submundo, isso sem contar os desafios que nosso herói tem que superar durante o jogo enquanto ele se lembra de seu passado abismal e apocalíptico.

Os gráficos do jogo conseguem beirar a qualidade gráfica das versões de Playstation 2, o que é de fato surpreendente, primeiramente por se tratar de um portátil e segundo pelo jogo estar em uma mídia menor (pelo menos no tamanho) do que um mini DVD (mídia utilizada principalmente pelo Game Cube por exemplo). Kratos possue centenas de frames perfeitos, tanto na hora dos combos massacrantes como na parte mais critica de um game: O zoom. E falando em Zoom, o jogo consegue trabalhar muito bem essa função, ao longo dos movimentos realizados através dos cenários a câmera vai se “adaptando” automaticamente ao seu ângulo o que nos tira aquela sensação de “sufocamento” que alguns jogos em terceira pessoa nos trazem, isso sem contar a ajuda na jogabilidade que isso nos proporciona. O único defeito, mesmo mínimo, mas perturbador ao longo do jogo é o efeito fantasma, onde ao mudar de ângulo com o personagem a câmera se perde em algumas partes e acaba atravessando alguns objetos dos cenarios e até alguns inimigos para acertar seu ângulo sobre o herói, nada que atrapalhe muito mas que incomoda suficientemente, principalmente na hora de encontrar algum objeto escondido ou realizar algum pluzze para avançar pelo jogo.

Pluzzes estes que conseguem aumentar de forma ampla a diversão e a dificuldade do jogo, alem do que, sair batendo e executando os inimigos mais cruéis da era mitológica utilizando dezenas de combos variados e violentas formas de execução não fazem um jogo completo! Os pluzzes geralmente conseguem ser bem desafiadores em alguns casos, são estatuas que devem ser quebradas, alavancas puxadas, passagens secretas...e enquanto voce quebra a cabeça para concluir seu objetivo monstros tratam de tentar te tirar do caminho sem a menor piedade o maior exemplo disso foram os mestres do jogo, que ficaram excepcionais, logo de cara você já se depara com um gigantesco Basilisco nos mostrando o que esperar do jogo logo no começo de nossa aventura. Um prato cheio para os amantes de desafios envolvidos por um bom enredo principalmente se for misturado com as dificuldades Hard ou Extra Hard.

As dificuldades do jogo são divididas em quatro estilos, alterando drasticamente o jogo dependendo do modo escolhido, como no modo Mortal (Easy) em que os monstros aparecem em menor quantidade e atacam com bem menos agressividade, alem dos chefes que possuem uma menor resistência e facilitam muito o uso dos “finish combos” (onde voce pode finaliza o inimigo realizando a squencia que fica em evidencia sobre a cabeça do inimigo ao receber determinada quantidade de dano, levando o monstro muitas vezes a uma morte totalmente brutal). Alem das dificuldades iniciais ainda existe uma dificuldade extra, o God Mode (Very Hard) que é liberado após voce concluir o jogo ao menos uma vez em qualquer dificuldade, um presentão para os gamers Hardcore.

Para aumentar ainda mais o fator replay, o jogo alem do modo liberavel o jogo ainda possue um modo de desafios chamado Hades que é liberado ao finalizar o jogo pelo menos uma vez (do mesmo jeito que o God Mode), neste modo voce libera novas roupas e mais alguns extras ao passar por desafios que variam dês de quebrar objetos em um determinado tempo ou matar uma quantidade X de inimigos usando determinadas habilidades. Para completar o gameplay e ajudar muito no fator replay o já conhecido sistema de upgrades de armas e habilidades continua o mesmo, utilizando as red orbs pegas nos inimigos derrotados ou objetos destruídos e encontrados durante as telas

Com seus gráficos magníficos, jogabilidade impecável e enredo de tirar o fôlego Chain of Olympus consegue ser um dos melhores do portátil e sem duvida consegue bater de frente com os outros títulos de Playstation 2 sem deixar a desejar.

Avaliação:
Gráficos: 10
Jogabilidade: 9
Som: 10
Diversão: 9
Replay: 8
Enredo: 9
-
Nota final: 9,5
-
Comentário final: Não é pra menos que é considerado o melhor jogo de psp!

Pontos fortes: Graficos, Jogabilidade...Kratos.

Pontos fracos: Fator replay mesmo sendo útil não é suficiente e após terminar o jogo é um pouco raro de ter vontade de jogar o jogo por horas e mais horas.


Video:

sábado, 30 de janeiro de 2010

Review: Dragon Ball Z: Shin Budokai - Another Road (PSP)

Review: Dragon Ball Z: Shin Budokai - Another Road (2007, PlayStation Portable)
Mais um jogo da série Dragon Ball!

É incrível como nós não nos enjoamos dos jogos da franquia, já são mais de vinte anos de série e dezenas de jogos oficiais lançados para varias gerações de consoles, com um enredo mais manjado do que nunca, e jogo após jogo nós utilizamos da força de nossos velhos conhecidos guerreiros Z para eliminar algum inimigo que aparece no anime, não importando qual seja o vilão ou qual seja o personagem da série, do mais conhecido ao mais oculto ele com certeza apareceu ou vai aparecer em algum destes jogos.

Depois sucesso gigantesco que
Dragon Ball Z – Budokai Tenkaichi 3 conseguiu alcançar, colocando para duelo nada mais nada menos do que aproximadamente 160 personagens jogáveis, todos com ataques especiais, animações e características próprias, trazendo um enredo de “nível” ótimo, totalmente original e eficiente, era de se esperar que outros jogos baseados na séries tentassem copiar a fórmula de sucesso do game. Dito e feito, lançado em março de 2007, Dragon Ball Z Shin Budokai - Another Road é um dos maiores exemplos de versão genérica que uma franquia poderia ter.

Na parte gráfica temos que admitir que o jogo se assimila muito com a versão para consoles domésticos, os produtores conseguiram explorar muito bem a potencia gráfica do portátil da Sony mesmo no começo do console. Tanto os gráficos do mapa como os dos personagens são ótimos e mesmo com essa exigência de potencia gráfica você não vê nenhum bug grotesco (como o comum personagem fantasma que atravessa algumas partes dos cenários ou até dos outros personagens), ataques especiais muito bem estilizados, personagens com uma variação satisfatoria de combos que conseguem passar com fidelidade a grande velocidade das lutas originais do anime, isso sem contar a grande área em que você pode lutar dentro de uma tela com varias partes “quebráveis” do cenário. Mas infelizmente nem tudo é perfeito, e esses gráficos só se mantêm na parte da luta.

Na parte do mapa global, onde você cumpre seus objetivos, a história é outra. Os gráficos são grotescos, personagens, mapas, efeitos especiais, TUDO é diferente dos gráficos encontrado nas batalhas, você tem a impressão de ter trocado de um jogo de PS3 para um jogo de PS1 no momento em que você sai de uma luta, e infelizmente este não é o único defeito da parte gráfica do jogo. A história não apresenta ao longo de seus vários capítulos NENHUMA animação, os diálogos e o enredo são passados através de balões (no estilo dos de quadrinhos) onde a imagem estática do personagem (que sofrem raríssimas alterações de acordo com o diálogo) se matem atrás dos balões, balões estes que por sua vez são extremamente mal diagramados e a posição do texto não bate com o tamanho do espaço que o balão proporciona; Pode parecer um pequeno detalhe mas pra quem presta atenção nos diálogos e lê com atenção isso se torna um grande incômodo ao decorrer do jogo.

O enredo do jogo, não sei por qual motivo, foi totalmente modificado da história original do anime, talvez com o objetivo de dar uma cara nova aos jogos da série, os produtores inverteram e adicionaram alguns fatos na história (o que na minha opinião ficou totalmente falho e desnecessário). A história começa com Trunks (o personagem que você controla ns primeiras missões do jogo) participando do já conhecido torneio de artes marcias, quando Dabura e Babidi aparecem para roubar energia dos guerreiros a fim de ressuscitar Buu. Neste meio tempo o Senhor Kaioh aparece e alerta sobre o grande perigo que o mundo corre caso Babidi consiga concluir seus planos maléficos. Praticamente a mesma coisa do animes se no lugar de Trunks estivesse Gohan e se isso não acontecesse no futuro! Após travar uma luta com Dabura, Trunks se transforma em Super Saiyajin, liberando força o suficiente para Babidi conseguir ressuscitar Buu, e para impedir que Buu destrua o planeta Trunks utiliza uma máquina do tempo para voltar ao passado e solicitar ajuda para os Guerreiros Z (inclusive o próprio Trunks, só que em forma de criança) para procurar as esferas do dragão, impedindo assim a libertação de Buu no futuro. História totalmente difusa a série original, quem for mais um fã deve ter odiado essa adaptação, mas pra quem ainda não conhece a série pode até parecer um pouco interessante e aceitável.

Ao longo das missões você vai encontrando não só Buu mas outros conhecidos inimigos que deram as caras durante todo o anime, como: Freeza, Cell, Andróide #18, Picollo e até o poderoso Broly aparecem em determinados momentos do jogo. Em parte isto é ótimo mas não é o suficiente, são muitas missões pra pouca história e poucos inimigos (e poucos personagens também, são apenas vinte no jogo inteiro sem contar suas transformações), em alguns momentos você se encontra lutando com o próprio personagem ou seus próprios aliados que você controla em batalhas aleatórias pelo mapa global, algo que é realmente frustrante. A falha total só não se estabelece graças a dublagem dos personagens e diálogos que eles apresentam no começo, durante e fora de cada luta. Como já é característico o jogo tem o sistema de dublagem bem refinado, tanto na parte dos golpes como na parte da conversação dos personagens, e a trilha sonora também, apesar de não ser das melhores, não deixa a desejar.

Outro ponto positivo que merece ser citado é o sistema de upgrade dos personagens que é baseado no sistema de cartas que dão determinados atributos ao seu personagem, como força, defesa, sangue, velocidade... enfim, estas cartas são adquiridas ao derrotar um inimigo onde ao fim de cada luta você pode escolher entre um determinado número de cartas aleatórias ou podem ser adquiridas em uma loja em troca de pontos que são conquistados a cada luta e missão concluída.

Shin Budokai - Another Road é um dos exemplos vivos de que não é só porque o jogo tem gráficos fantásticos e usa personagens conhecidos e queridos que ele é bom. Sem dúvida o jogo merecia uma continuação e um investimento maior assim como Tenkaichi 3, aliás, se foi no terceiro titulo da série pra PlayStation 2 que a franquia atingiu o sucesso porque não tentar mais uma vez com o terceiro de Shin Budokai no portátil da Sony?

Avaliação:
Gráficos: 9,5
Jogabilidade: 9
Som: 10
Diversão: 7
Replay: 6
Enredo: 5
-
Nota Final: 7
-
Comentário final: Torcendo para que venha o terceiro, porque o segundo deixou a desejar.



Pontos fortes:
Graficos de arrepiar e dublagem perfeitas

Pontos fracos: Alteração drástica do enredo, fator replay muito baixo dada à pouca variedade de personagens e história muito mal contada (através dos balões no estilo HQ)


Video:

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Review: MegaMan Powered Up (PSP)

Review: MegaMan Powered Up (2006, PlayStation Portable)

A série MegaMan sempre foi uma serie que me faz lembrar que não é só por que um jogo é recheado de quebras cabeças, labirintos, gráficos mega surpreendentes e um enredo de cair o queixo que ele pode superar a simplicidade de um jogo ao estilo “jump and shoot” (definição pular e ativar criado por mim para descrever como vejo a série MegaMan e jogos no mesmo estilo). Seja dita a verdade, não são raros os momentos em que você quer um jogo simples sem ter que ficar quebrando a cabeça ou gastando centenas de horas para evoluir seus personagens para concluir o jogo (sim, isso foi uma indireta para os jogadores de RPG, que assim como eu também procuram um “momento de descanso”).

E é a partir dessa simplicidade e divertimento que os jogos da série MegaMan, que trazem o carismático robô azul para nossos lares, foram adquirindo um sucesso cada vez maior entre nós gamers, tanto os “hardcores” (como por exemplo os jogadores de RPGs que gastam centenas de horas em um jogo, como no exemplo citado a cima) ou os jogadores “casuais”, que jogam de vez em quando somente em busca de um pouco de divertimento ou um passatempo rápido sem ter aquilo como um compromisso, e é este o sentimento que Powered Up nos trás de volta em relação aos jogos da série, sentimento que estava sendo esquecido graças aos títulos da série voltado mais ao estilo RPG (como por exemplo os jogos da série Legends, Battle Network, Star Force...)

Powered Up é um remake do jogo onde tudo começou (Megaman I, lançado em 1987 para NES). Por se tratar de um remake, os jogadores não esperam nada mais do que o mesmo nível do jogo (em relação a qualidade), só que com tudo melhorado, novos gráficos ou alguns extras e melhorias na jogabilidade... E felizmente este papel o jogo cumpre com louvor.

O enredo do jogo é a manjada e a já conhecida história de Dr. Light e Dr. Wily que eram amigos e trabalhavam juntos em meados do ano 20XX, até que um dia Wily se revolta e transforma os robôs construídos junto com Dr. Light, que serviam ao bem da humanidade para o oposto disso, os fazendo maus a ponto de cumprir as ambições de Dr. Wily de dominar e trazer caos ao mundo. Ao se ver sem robôs para proteger o mundo, nosso robô azul entra em circulação quando um menino ajudante do Dr. Light se dispõe a ajudar o mundo e acabar com a tirania de Dr. Wily e sua frota de robôs do mal!

Os gráficos foram refeitos e reestilizados para um estilo “SD” (abreviação de Super Deformed, onde os personagen tem um corpo totalmente desproporcional em relação ao tamanho da cabeça que é absurdamente grande). O estilo não se concentra apenas nos personagens, os cenários e inimigos são totalmente coloridos com cores bem chamativas e claras, tiros e explosões também foram alterados, deixando tudo em sincronia. O estilo também afeta a personalidade dos personagens e os diálogos podem chegar a ser irritantes para marmanjos que querem relembrar os velhos tempos em que jogavam MegaMan I. O maior exemplo de “doçura” dos personagens é passado através do nosso protagonista, que ao termino de uma batalha contra um robô inimigo não o destrói! Ao invés disso ele mostra compaixão e pergunta se esta tudo bem, o levando de volta para sua casa para ser arrumado por seu criador (Dr. Light). O “novo” estilo do jogo pode ter decepcionado alguns fãs, agradado outros e até pode ter feito a série ficar mais popular (principalmente para os pais que compram video games para seus filhos e levam esta parte muito em consideração). Mas se por um lado o jogo parece ser um título infantil e sem graça, por outro ele é totalmente maduro e complicado...

A dificuldade do jogo se manteve como a do original, extremamente complicada com centenas de abismos ou espinhos prontos para acabar com suas vidas num piscar de olhos. As fases, apesar da nova roupagem, continuam como as do jogo original; inimigos posicionados estrategicamente para te “empurrar” para alguma armadilha mortal , que não são poucas, o que acaba até te deixando um pouco frustrado e sem vontade de jogar após inúmeras tentativas sem sucesso. Mas nem tudo esta perdido, para os sem paciência e os que não procuram um desafio maior, o jogo inteiro foi dividido em três dificuldades: Easy, que é a mais fácil e mais relaxante do jogo, onde para te auxiliar, os mapas vem com alguns inibidores de armadilhas, como algumas “caixas” que te fazem passar com mais tranqüilidade e não ser derrubado tão facilmente por inimigos, inimigos estes que além de atirar com menos freqüência, são mais lerdos e alguns nem sequer se mechem. Por pior que pareça, isso não deixa o jogo fácil de mais, pois algumas telas são tão complicadas que até neste modo você tem certo problema em passar. Já o modo Normal é um modo onde você percorre o mapa do modo como ele deve ser, sem caixas de ajuda, inimigos se movimentando e atirando com normalidade bem mais complicado... Mas o ápice da dificuldade vem com o modo Hard, onde a fase inteira entra em complô para tirar sarro da sua cara e estragar seu dia de diversão. Neste modo, tudo é mais complicado; os inimigos e mestres atiram mais rápido, se movem mais rápido, tem mais variadade de movimentos, as armadilhas das fases aparecem com muito mais frequência e não perdem a oportunidade de te derrubar entre uma plataforma e outra. Enfim, um modo totalmente não recomendado para quem quer apenas se divertir descompromissadamente.

O som do jogo também merece destaque. Enquanto os pulos, tiros, dashs foram apenas “remasterizados” da versão original, a dublagem dos personagens foi adicionada, levando bem mais personalidade e até mais carisma para os robôs cabeçudos. Robôs estes que por sua vez aparecem em maior número, pois nesta versão foram adicionados mais dois novos chefes à lista de inimigos prontos para te enfrentar. São eles OilMan, que tem o ataque especial que te prende em uma gosma em um lugar fixo, fazendo você tomar uma quantidade elevada de dano a cada armadilha que você cai. O outro robô foi TimeMan que ataca dardos em forma de ponteiros de relógio, além de poder alterar a velocidade do tempo, o que pode lhe trazer sérios problemas.

Além da novidade na adição de dois novos inimigos, o jogo ainda trás um modo Challenge, com um total de cem “subquests” que ao serem completadas lhe dão o direito de jogar com ProtoMan. E não é só este personagem que está disponível para gameplay (a maior supreesa do jogo se concentra nisso): ao derrotar alguns mestres, você pode jogar todas as missões novamente, só que controlando os próprios chefes que foram derrotados! São seis robôs jogáveis (com exceção de MegaMan), cada um com suas características únicas, e se você pensa que acabou esta enganado! Além da quantidade relativamente gigantesca de personagens jogáveis, a Capcom deu aos fãs da série um presente, trazendo um DLC com personagem Roll!

Para fechar o jogo sem deixar nenhum defeito, as numerosas doze fases (que se multiplicam em 36 com cada personagem e em 468 se jogadas com todos os peronagens) o jogo ainda trás um modo de criação de fases que podem ser colocadas para download junto com outras milhares já disponíveis através da rede.

Se este não for o melhor jogo da série já lançado até hoje, provavelmente é o mais completo de toda a série em plataforma.

Avaliação:

Gráficos: 10
Jogabilidade:
10
Som:
10
Diversão: 9,5
Replay: 10
Enredo: 8

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Nota Final: 9,5
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Comentário Final: Se você tem um PSP, pense sériamente em adquirir este game, pois com certeza ele é um dos melhores do portátil.

Pontos Fortes: Fator replay altíssimo

Pontos Fracos: Para alguns os gráficos no estilo “SD” pode atrapalhar um pouco (na minha opinião não é um defeito, mas pode ter decepcionado alguns fãs ao redor do mundo)

Video: